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Repetir sem repetir

Repetir sem repetir

Uma reflexão que parece contraditória, um caminho sem saída. Entretanto, a didática pode nos brindar um pouco de sentido para reforçar as visões.

Propomos encontrar um ponto de equilíbrio entre a prática de um gesto técnico cuidado em seus detalhes de execução, e a necessidade de contextualizar este gesto com situações perceptivas e cognitivas que o desafiem. A ideia de “dificuldades desejadas” se refere aos obstáculos que fazem com que a aprendizagem seja mais profunda, lenta e frustrante no curto prazo, mas com benefícios para o longo prazo. O problema aqui é a aparente frustração. É interessante, para entender essa aparência, a reflexão que compartilha David Epstein em seu livro Amplitude: “A frustração não é um sinal de que não está aprendendo, a facilidade, sim”.

Curso: A didáctica do mini basquete

A prática “bloqueada” é repetir o mesmo deliberadamente, realizar cada problema utilizando o mesmo caminho, abusando do 1x0, buscando hábitos fechados mais do que habilidades abertas. Isto conduz a um excelente rendimento imediato. Mas, para que o conhecimento seja flexível deve ser aprendido sob distintas condições, sob um método ou prática “variada o mista”: repetir sem repetir.

Os indicadores a serem modificados para automatizar e tornar independentes as ferramentas técnicas, com a incerteza que a lógica do (mini) basquete apresenta sempre no jogo real podem ser as seguintes: 

  • Espaços
  • Tempos
  • Lateralidades
  • Obstáculos
  • Intensidades defensivas
  • Agrupamentos
  • Vantagens e desvantagens

As crianças desenvolvem atitudes diante da aprendizagem, que podem ser relacionadas com a liberdade e criatividade ou, caso contrário, com a obediência e a passividade.

Há uma grande diferença entre entender e aprender. Entender a tarefa pode ser algo rápido. Não obstante, aprendê-la requer um grande número de repetições para consolidar as ligações neurais, programas motores, como evidência final da construção de um novo automatismo. Isto é tão claro como contundente. Há que agregar a elas, as intransferíveis repetições, as interferências contextuais, as situações simuladas não limitantes, e assim, poder pensar em automatismos plásticos que os jogadores estarão prontos para desfrutá-los no jogo.

Não sei a quem escutei recentemente, mas o conceito de “Tatificação” me pareceu acertado: treinar gestos técnicos dentro de um contexto tático. Uma vez mais, a chave para destravar a contradição inicial de repetir sem repetir é a didática na sua visão ampla e artesanal.

por Juan Lofrano

Tradução Filipe Ferreira

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